Fim-de-Semana de Fogueiras

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“Já tinha saudades de ser Equipa!!! Ser Liberum? espetacular! Mas já estava demasiado acomodado.

Ser o tapa buracos, ter a liberdade de criar loucura e entrega onde não havia nada, de fazer aparecer planos à medida do que está a acontecer para potenciar os momentos, de fazer com que cada um possa experimentar ser o centro, de ser o ‘pop!’ da rolha de champanhe quando já se sente no ar que todos querem celebrar mas ninguém quer ser o primeiro a perder a compostura, o ser para todos a toda e a qualquer a hora… o trabalhar para ter a certeza de que uma nota faz nascer um coro, um gesto desencadeia um aplauso, uma loucura traz quem nos suporte e uma partilha acende relações. Isto é o que foi o meu ideal, o que tentei fazer com aquilo que tenho para dar. Se o consegui, cada um será juiz.

Muitas vezes, a minha exigência neste querer ser tudo para todos, tirou-me o foco do que realmente importava – ser alguma coisa para alguém – ter momentos de qualidade com as pessoas que estavam ao meu redor. Claro que quando me faltaram estes momentos, comecei a sentir-me sozinho e exasperado – sentia que o mais que fizesse nunca era suficiente. Cheguei a acomodar-me na ideia de que a minha missão era ter uma roda com música e aplausos – barulho!… Quão pouco se acredita quando se está sozinho no meio de tanta gente. Creio que não há pior deserto que estar sozinho numa “equipa”. Este foi o meu fosso na Candeia, sentir que em campos de férias era dos poucos que não estava a fazer férias. E fui fraco; e tenho vergonha; porque perante repreensões e desprezo ao tentar puxar um pouco mais por cada um, acabei por me deixar ficar de férias – a fazer barulho na roda.

Mas depois de todo este comodismo e conformismo, valeu a pena voltar a experimentar estar numa equipa. Foi completamente revigorante perceber que quando há espírito e exemplo de equipa, até os Fogueiras entram na ressonância positiva de puxar o melhor de cada um.

Ao ser convidado para o fim-de-semana, ia ser Liberum. Mas gestões de alto nível forçaram vários constrangimentos e, ao chegar ao fim-de-semana, foi-me entregue uma equipa de Fogueiras. Fiquei preocupado, desconfortável, nervoso – não sabia o que havia de fazer se a minha equipa não gostasse de mim ou se eu não gostasse deles – tal como se fosse a minha primeira experiência na Candeia! Disse para mim próprio o que costumo dizer (quase levianamente) a animadores de primeira viagem: “Não estás nisto sozinho!”. E de facto não estive!!

Quando as pessoas são escolhidas para preencher ‘funções’, é fácil que à primeira falha (ou algo que o pareça) todos ataquem o “falhado”. Mas se as pessoas são escolhidas por formarem uma equipa, o efeito de amplificação do bom que há em cada um, é sempre tão maior, que não deixa que algum erro individual derrube toda a equipa.

Durante os jogos pude sempre contar com outr@ Animador/equipa a prevaricar a minha equipa. Aqui, ver cada um dar o seu melhor e reconhecer as próprias fraquezas incentivou a minha equipa a tentar dar o melhor quando outro membro começava a chegar ao seu limite.

Durante os tempos mortos tive sempre uma mamã/tia/adjunta a sugerir coisas fofinhas que a minha equipa podia fazer a alguém, a cuidar dos Fogueiras e a cuidar de mim. Nos tempos de roda aprendi aplausos novos e lembrei-me de outros que não fazia há anos!

Por não haver um responsável por manter o entretenimento, cada animador, sentiu a necessidade de trazer a animação que carateriza a Candeia. Assim, tive espaço para estar atento ao que os outros animadores faziam, para reagir aos outros animadores e para estar com a minha equipa e perceber como podia fazer com que cada um deles experimentasse aquilo que eu tanto amo na Candeia: Dar TUDO! E antes que reparasse nisso, estava de volta à roda de guitarra em punho porque já era toda a equipa que repetia também em mim o que lhes tinha sido mostrado: desacomodar os outros para puxar pelo seu melhor.

No final de tudo, o que se dá e o que se ganha? Sempre o exemplo e a experiência de como é que se vive com cada pessoa. Por isso tenho a agradecer a esta equipa (Animadores e Fogueiras) por me mostrar que o meu melhor só me sai quando abro espaço às relações para poder fazer parte de uma equipa!”

Jorge Sabino

Fim-de-semana de Faíscas 2019

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O Diretor Miguel, a Mamã Madalena e o Adjunto Afonso prepararam tudo para receber os 32 faíscas que vieram treinar técnicas ancestrais de kung fu para destronar o misterioso guardião do império galáctico, o Soldado Bryan. Foi um fim de semana de intensa alegria e entrega dos animadores e dos participantes. Um fim de semana que ninguém vai esquecer e que durante muitos anos será perpetuado na memória de quem lá esteve!

E ainda um agradecimento muito especial, à paróquia da ajuda e ao Pe. Chico e ao Banco Alimentar Contra a Fome que têm sempre um pronto sim para nos ajudar. Obrigada!

“Este fim de semana foi muito sonhado pela nossa maravilhosa Direção, e tivemos a grande sorte de poder sonha-lo com eles, depois de um jantar em casa do Diretor. Fui então para o fim de semana com muita energia, com muita vontade, com o coração aos pulos por ir ter com os Faíscas!
Ser tia? Tem sempre o senão de não poder mandar um Zakaza, ou de não acompanhar o terceiro Levado da Breca já três tons a baixo porque já está tudo sem voz, mas a maravilha de sentir a energia que vem da roda ou do campo de jogos! Ser Tia é não participar sempre na fotografia, mas estar sempre a vê-la. Muita vezes estamos a ver o campo de fora, como quem vê um filme. Ouvimos a alegria dos Faíscas a cantar, a dançar, a saltar, mesmo quando não estamos a cantar, a dançar e a saltar com eles. Podemos não estar sempre lá a viver o campo com eles, mas tudo o que eles recebem acaba por nos chegar. Durante o fim de semana , abria a janela e ouvia Deus na voz de cada Faísca, espreitava lá para fora e via-O a dançar com cada um deles. Cada atividade que passava, vi chegar um sorriso maior do que aquele que foi. A verdade é que os (menos) momentos que temos com eles, são sempre tão cheios que nem sei para que lado me virar. É como se cada animador fosse uma esponja, que vai deixando cair água, tendo de a gerir. Mas as tias sabem que o tempo com os miúdos é mais curto, e portanto quando estamos, é para dar tudo, para espremer a esponja até não poder mais. É para dar todo o amor, todo o carinho, toda a paciência, toda a energia.Como dizia uma Faísca que veio à Candeia pela primeira vez, a Mamã e as Tias fazem a comida e dão carinho. E que bem que o disse! Ser Tia, mais do que ser equipa de cozinha, é ser equipa dos miminhos! E este carinho especial que somos chamadas a dar, enche o coração de uma maneira inexplicável! Os cientistas ainda não descobriram, mas quem é Candeia sabe bem que o coração é o músculo mais elástico do corpo, e este fim de semana foi uma prova disto: a cada vez que sentia que um Faísca me tinha enchido o coração com um abraço, uma partilha ou mesmo umas palavras trocadas, e parecia que não havia espaço para mais, vinha outro Faísca e mostrava que estava errada.Este fim de semana foi especial, houve uma entrega especial dos Faíscas, e acho que perceberam que quando se portam bem e confiam nos Animadores, tudo se torna mais divertido! E para mim, acabou por ser mais fácil deixar-me tocar por esta magia que é a Candeia, por se tornar tão visível a importância que tem nas vidas destes Faíscas, o bocadinho de Jesus que cada um trás, e o amor e alegria que têm para partilhar uns com os outros e connosco!

Deste fim de semana, viemos todos de mochila cheia, sem dúvida! Mochila cheia de Amizade, Deus, Luz. Mochila cheia de essencial!

Tia Leonor

Fim-de-semana de Fagulhas 2019

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Nos dias 22, 23 e 24 de Março os nossos 23 fagulhas, acompanhados de 14 animadores, viveram mais um fim-de-semana mágico ao ritmo do imaginário da Candeia: Sou teu amigo, sim!

Vejam o testemunho da Tia Joana Gonçalves aqui

Fim-de-semana de Fogueiras 2019

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No passado mês de Fevereiro, nos dias 22, 23 e 24, preparámos a mochila e partimos para mais uma aventura em Candeia.
Juntámos todos os ingredientes necessários para que o desafio fosse enorme: 42 fogueiras, cansados da banalidade dos dias normais e com todas as dúvidas próprias da adolescência.
A receita para que tudo resultasse, e para conseguir tirar os nossos participantes da sua zona de conforto, estava escondida num recanto há muito tempo não visitado.
Mas seguimos uma pista!
Reunimos uma equipa de 12 animadores, liderada  pelo diretor Zézé, a Mamã Sara e a Adjunta Mafalda, uma viola às costas, vontade de marar e um imaginário para lá de lá.
E foi assim que salvamos os nossos fogueirões da banalidade do dia-a-dia em mais uma edição do nosso fim-de-semana de fogueiras!
Muito obrigada ao Centro Paroquial e Social da Abóbada que aceitou receber-nos, em particular ao Pe. Francisco, pelo seu pronto SIM.

Fim de Semana de Animadores

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Durante 3 dias animadores põem-se no lugar dos participantes e fazem tudo o que a equipa de direção preparou. Este ano o tema foi o “Colégio Cotinga Celeste” com muitas histórias e mistérios para resolver. Divididos por equipas, os alunos deste colégio deram tudo o que tinham para ganhar todos os jogos mas sobretudo, para aproveitar a companhia uns dos outros!